Investir em ações para iniciantes: o que você precisa saber

Atualizado em 17 de fevereiro de 2023 por natalia

Investir em ações é algo que pode transformar a vida financeira do investidor, mas é preciso saber fazer isso da forma correta.

Para que você possa cuidar do seu futuro financeiro e aprender mais sobre o investimentos em ações, criamos um guia completo para iniciantes. Descubra como dar os primeiros passos, enquanto evita erros comuns e planeja a gestão dos seus ativos. Boa leitura!

O que são ações?

Ações representam pequenos pedaços de uma organização que podem ser vendidos para pessoas de fora da empresa. Isso é feito através da Bolsa de Valores, onde investidores podem comprar ações individuais por preços acessíveis.

Antigamente, ações eram impressas em papel, mas hoje são registradas. O processo de comprar e vender ações também foi simplificado, sendo possível adquiri-las na internet em poucos minutos por meio de uma plataforma home broker.

Esse tipo de investimento tem duas classificações: ações ordinárias e ações preferenciais. Ações ordinárias dão direito a voto, enquanto as preferenciais têm preferência na hora de receber a distribuição de lucros.

Além disso, elas também podem ser classificadas de acordo com o valor de mercado. As maiores empresas recebem o nome de blue chips. Já as de tamanho médio são as mid caps e, por fim, as de baixo valor de mercado são as small caps.

Também é importante destacar os indicadores econômicos mais importantes para acompanhar no mercado de ações, como taxa de juros, inflação, entre outros. Afinal, esses índices podem impactar na performance dos ativos.

Como escolher as ações para investir?

Em primeiro lugar, é fundamental que o investidor conheça seu perfil de investimentos: conservador, moderado ouarrojado. O percentual de alocação em ações será maior ou menor de acordo com sua visão sobre os riscos.

Além disso, é importante definir um objetivo de curto, médio ou longo prazo. Assim, fica mais fácil acompanhar os investimentos ao longo do tempo, bem como os resultados.

A partir daí, é essencial avaliar a saúde financeira da empresa através de seus demonstrativos financeiros, estudar seus fundamentos e analisar as perspectivas do mercado antes de tomar uma decisão de investimento.

E, claro, uma vez que se tenha investido, é importante acompanhar o desempenho da empresa para verificar se ela continua com seus fundamentos, assim como outros tipos de ativos (FIIs, investimento em precatórios, Tesouro Direto, etc.).

Investir em ações diretamente ou em Fundos de Investimentos?

Investir em ações ou Fundos de Investimentos em ações é um desafio, mas também pode ser recompensador.

O investidor é responsável por tomar as decisões ao investir diretamente em ações, enquanto quem assume esse papel nos Fundos de Investimentos é um gestor, que se encarrega de escolher os papéis.

Aém disso, as ações são recomendadas para investidores com experiência em mercados financeiros. Já os Fundos de Investimento são mais adequados para quem está começando ou tem menos tempo para gerenciar suas aplicações.

A vantagem de investir em ações diretamente é ter mais liberdade de escolha e potencialmente maiores retornos. Entre os benefícios de investir em Fundos de Investimentos, estão a segurança e a conveniência, já que a gestão fica por conta de especialistas.

Como diversificar sua carteira de ações?

Diversificação é uma forma de diminuir riscos de um portfólio a partir do investimento em diversos ativos diferentes. É possível, por exemplo, criar uma carteira composta por ações de setores, tamanhos, características e correlações distintas.

Isso significa que mesmo que uma ação caia, outra pode subir de cotação, tornando a carteira menos volátil. Por isso, diversificar é fundamental.

Macroalocações ajudam a definir o desenho geral da carteira, enquanto microalocações servem para escolher empresas individuais dentro dos setores selecionados.

Não há um consenso sobre o número ideal de ações, mas a recomendação é diversificar de acordo com regiões de atuação, setores e tamanhos de empresa.

Por fim, deve-se considerar a relação entre risco e retorno ao escolher seus ativos, deixando ações mais arriscadas comum percentual menor na carteira, o que permite melhor diversificação de portfólio.

Quais os riscos do investimento em ações?

Saber minimizar os riscos ao investir em ações é uma questão crucial para investidores. É importante pesquisar sobre as empresas e conhecer a Bolsa de Valores para tomar decisões baseadas em informações e não achismos. Por isso, é necessário continuar estudando o mercado de forma contínua.

Além disso, ter inteligência emocional e minimizar os riscos por meio de análises e estudos pode aumentar as chances de resultados positivos. Esse cuidado é, de fato, muito importante, já que ações são voláteis e, em períodos de crise econômica, muitos podem querer vender seus ativos.

Ações x Precatórios: qual a diferença?

Ações na Bolsa de Valores são instrumentos financeiros que representam uma fração do capital social de uma empresa.Ou seja: quando um investidor compra ações, ele se torna sócio da organização e tem direito a participar de suas decisões e a receber parte dos lucros a partir de seus dividendos.

No entanto, a rentabilidade das ações é altamente variável e depende de muitos fatores, como a performance da empresa, a conjuntura econômica, entre outros. Por isso, elas entram na categoria de investimentos de renda variável.

Já os precatórios são créditos que o governo emite para resolver dívidas judiciais. Eles têm duas partes distintas em sua rentabilidade. A primeira é o deságio, que é um pequeno desconto do seu valor nominal. A segunda é a correção, que pode ser pelo IPCA (índice de inflação) ou pela taxa Selic (taxa básica de juros).

Dessa forma, os precatórios classificam-se como renda híbrida, uma vez que possuem características de renda variável (deságio) e renda fixa (correção).

Apesar disso, são uma forma segura de investir, mas que exigem estudo. Hoje em dia, há cotas de precatórios a partir de R$4500, tornando esse tipo de investimento muito mais atraente para o pequeno investidor.

Mas, por conta das nuances desse ativo, vale a pena contar com ajuda especializada na hora de investir.

Como começar a investir em ações?

Para começar a investir em ações, vale primeiro verificar se esse tipo de investimento se encaixa no seu perfil de investidor. Afinal, algumas pessoas são mais conservadoras e podem preferir ativos de renda fixa.

Em seguida, é preciso abrir uma conta em uma corretora de valores. Hoje em dia, diversas empresas oferecem serviços gratuitos, sem o pagamento de taxas. Também é importante escolher uma estratégia de investimento, seja de curto ou longo prazo, além de entender sobre o mercado e suas nuances.

A partir daí, basta escolher as ações para criar uma carteira. Entre as opções disponíveis, há ações que pagam bons dividendos, ações de empresas com potencial de crescimento e ações com foco em um determinado setor.

Por fim, pode ser interessante buscar outros ativos financeiros, sejam de renda fixa ou renda variável, para complementar a carteira. É importante seguir esses passos para tomar decisões conscientes e seguras, e evitar perder dinheiro ao investir em ações.

Quer saber mais sobre investimentos? Confira a grande aposta para os investidores, que movimenta o mercado de precatórios.

 

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